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Ex-dekassegui lança livro sobre readaptação no Brasil

Edson Katayama com seu livro "Voltei prá ficar - A saga dos retornados dekasseguis ao Brasil"

Milhares de brasileiros que vieram ao Japão e tantos outros que já retornaram devem ter muitas histórias de sonhos, dificuldades, desilusões e dificuldade de readaptação em seu próprio país. Mas é possível voltar e ter sucesso naquilo que você se propôs?

O ex-dekassegui Edson Katayama trabalhou oito anos e meio no Japão e conta a sua experiência de retornado e passa mensagem de fé e esperança com o livro “Voltei prá ficar – A saga dos retornados dekasseguis ao Brasil”.

Katayama chegou ao Japão no final de 1990 na cidade de Sussono (Shizuoka). Trabalhou em Inazawa (Aichi), Tóquio e Nagano. Retornou com a família em 1.999 e voltou a estudar. Formou-se em sociologia e hoje tem uma empresa de consultoria empresarial em São Paulo.

Neste livro dedicado aos dekasseguis, tanto aos que ainda se encontram no Japão, mas principalmente àqueles que retornam ao Brasil, o autor expõe a sua preocupação e até angústia ao vivenciar e testemunhar uma situação recorrente, que é o fracasso de tantos brasileiros que, ao retornar, não conseguem viabilizar os seus projetos de vida acalentados durante os anos de sacrifícios e dificuldades trabalhando no Japão. 
EdsonKatayama














Joe Hirata e muitos amigos marcaram presença no lançamento do livro em São Paulo

"Tenho como objetivo fortalecer o movimento dekassegui através das pessoas que se sensibilizam pela causa e que estão realmente comprometidas em reverter esse processo de desperdiçar tanto trabalho e sacrifício no Japão para chegar aqui no Brasil e perder tudo."

Baseado em sua experiência pessoal nos quase dez anos trabalhando nas fábricas japonesas e em registros e observações, o autor interpreta o penoso caminho de retorno de milhares de brasileiros que buscam a readaptação ao meio e as “armadilhas” encontradas nos caminhos rumo à realização material de seus sonhos.

Destaca ainda o importante papel das entidades nipo-brasileiras que promovem cursos e palestras, e desenvolvem projetos de inserção social e econômica envolvendo a iniciativa privada e órgãos governamentais.

“Confesso que a sensação de estar vivo é mais forte e emocionante quando procuramos uma resposta verdadeira para nossa real existência buscando superar as adversidades enfrentando os desafios que nos acontecem em qualquer lugar do mundo”, revela Katayama.

Nas entrelinhas, passa uma mensagem de fé e esperança salientando sua experiência pessoal, de que até mesmo um sonho que parece impossível, como a edição de um livro, é possível de ser concretizado.


Pesquisa pretende compreender a detecção precoce do câncer de mama

 

Com apoio do vereador Ushitaro Kamia, estudo sobre câncer de mama será desenvolvido nas 30 entidades okinawanas de São Paulo

 

No intuito de compreender os motivos que levam ou não as mulheres idosas a respeito dos exames preventivos ao câncer de mama, a professora do curso de graduação de Gerontologia da Universidade de São Paulo (USP), Rosa Yuka Sato Chubaci desenvolve a pesquisa “Câncer de Mama e a Terceira Idade”, com o apoio e força do vereador Ushitaro Kamia (DEM).

“Detectar o câncer de mama precocemente é uma das maneiras de evitar que mais mulheres recebam tratamento tardio ou que venham a falecer. Eu, que já tive um tumor, sei da brutalidade que esta doença causa no corpo. Dessa forma, assumi o compromisso de trabalhar para que essa pesquisa sirva de base para o melhorar a saúde da população”, justifica o vereador Kamia, que fechou um acordo com a Associação Okinawa Kenjin do Brasil e duas 30 filiadas na cidade de São Paulo para a realização deste trabalho.

Segundo Rosa, a alta incidência do câncer de mama na população idosa e os poucos estudos existentes envolvendo as mulheres idosas e a doença, foi o que a levou a desenvolver esse projeto com foco em um grupo étnico: as mulheres nikkeis. Vale destacar ainda que a mesma pesquisa foi realizada pela Universidade de Osaka, no Japão, da qual posteriormente serão comparados os dados.

A professora pretende aplicar questionários referentes ao tema e realizar entrevistas com as japonesas e brasileiras descendentes de japoneses, com 60 anos ou mais. Serão verificados os dados demográficos, tais como idade, ocupação, situação conjugal, número de filhos, escolaridade, grau de descendência, local onde residem, relacionamento com a prática do exame de detecção precoce do câncer de mama, além de verificar o conhecimento que essas mulheres têm sobre o tema, e a adesão dessas senhoras ao autoexame e a mamografia.


Publique seu "Shi Cho Son" no jornal

Okinawa-ken (província de Okinawa) está dividida em cidades e vilas, além de ilhas, formando assim o que conhecemos por Shi Cho Son. Apesar de não existir na língua portuguesa essa diferenciação, a classificação é feita de acordo com o tamanho do muncípio: cidades grandes são classificadas como Shi. Já cidades de médio porte são chamadas de Cho, enquanto que as pequenas cidades, ou vilarejos são classificadas como Son, embora esta classificação possa variar conforme região.

Na ilha de Okinawa existem oito metrópoles (Shi), 10 cidades (Cho) e 26 vilas (son), totalizando 44 shichosons.

No Brasil, há várias associações de cidades e vilas okinawanas, sendo constituídas por pessoas nascidas em cada cidade de Okinawa e seus descendentes. Muitas delas fazem reuniões e confraternizações, como Bônenkais e Shinnenkais, além de outras comemorações.

O Jornal Utiná Press está disponibilizando espaço para que estas associações divulguem gratuitamente  seus eventos. Para tanto, são necesários alguns requisitos:

 

  • Breve relato do evento (contendo data, local, público presente, etc),
  • Três ou quatro fotos de boa qualidade em média ou alta resolução
  • Enviar até dia dia 10 de cada mês para que possa ser publicado na mesma edição
  • Em casos de avisos e comunicados, enviar com no mínimo, dois meses de antecedência do evento.
  • Enviar diretamente para a redação:

 

Jornal Utiná Press / Shi Cho Son

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